Um sábado qualquer.
Lá eu vejo um casal apaixonado olhando a vitrine, ambos com roubas confortáveis, como se acabassem de sair da ginástica,nada demais, mais uma casal.
O movimento de carros a esta hora é intensa, não como nos dias de semana, claro, mas muito intensa, talvez seja pelo evento esportivo que está acontecendo, ou talvez a vontade de sair de casa em um dia tão monótono como hoje. É engraçado.
Geralmente as pessoas só estão de passagem pelo centro, sem rumo e ansiosos pelo fim do fim de semana.Ah! Rio do Sul. Tantas formas de ver, tantos jeitos e pensar, impossível não me sentir bem nessa cidade, mesmo reclamando do excesso de egocêntricos eu continuo gostando de viver aqui. A vida vai, amigos continuam caminhando, casais se beijando e crianças no parque brincando, isso só para rimar. Quantas verdades e quantas mentiras ao mesmo tempo. Uma confusão de sentimentos, modos de agir, jeitos de encarar, e no final todos tem a mesma coisa em pensamento.
A música parece ter parado, mas as pessoas continuam dançando, fingindo, mentindo para si mesmas.
SERÁ QUE EU MINTO PARA MIM MESMO?
Será que não há mais nada para buscar? Ter? Algo mais vale a pena? Por que me olham? Seria você feliz?
Não importa a razão da existência, a única razão que importa é a razão do que você está fazendo agora. Beije, crie, ria, beba, faça uma pose, repita.
Você é um, você é o mundo.
Talvez escrever não seja a coisa mais certa a se fazer agora, talvez eu devesse… Ovas!
Mude o mundo e tenha certeza de que foi o responsável por isso.
Não há sadismo pior que a própria opinião.
Me acorde Rio do Sul.